sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O sufganiá, um bolinho frito típico de Hanuká, supera a campanha do Ministério da Saúde de Israel


              Os israelenses estão com dificuldade de engolir a nova campanha do Ministro da Saúde: em nome de uma nutrição adequada, ele tem ido à guerra contra a amada tradição de Hanuká da nação de devorar bolinhos carregados de açúcar, fritos em óleo e recheados de geléia, ou sufganiot!
              Como líder de um poderoso partido político ultra-ortodoxo, Judaísmo Unido da Torá, o Ministro da Saúde, Yaakov Litzman, considera-se o guardião das tradições judaicas. Mas por outro lado, ele é um oficial da consciência saudável na missão de combater a chamada “junk food” (comida que não é saudável) e a obesidade infantil.

Sufganiot em uma variedade de sabores.

              Os dois papéis de Litzman entraram em conflito com sua convocação para evitar a tentação de alta caloria do sufganiá.
              “Eu convoco a todos para evitar comerem sufganiot, que é rico em gorduras”, disse Litzman em uma conferência semana passada, promovendo a boa alimentação. “Você pode encontrar alternativas saudáveis para tudo hoje em dia e não há necessidade de engordarmos nossas crianças.”

Ministro da Saúde, Yaakov Litzman.

              Como parte de sua campanha de alimentação saudável, Litzman batalhou para remover bebidas adoçadas das escolas e também foi contra gigantes da fast food, como o McDonald’s –  ganhando elogios do público por promover uma nutrição adequada.
              “McDonald’s está fora. Não em nosso país”, disse ele, em um refrão que se tornou viral.
              Mas ir contra os sufganiot durante Hanuká é outra história.
              Para a maioria dos israelenses, comer sufganiá é algo essencial para celebrar Hanuká, como acender as velas da hanukia e girar o dreidel.
              Junto com o latke – uma panqueca frita de batatas – é a iguaria mais associada com a festa de oito dias que comemora milagres antigos e o triunfo sobre a opressão. Assim como os antigos Macabeus, que inspiraram o feriado, muitos estão resistindo à campanha de Litzman.
              “Você tem que comer, mas com moderação. É delicioso, é bom, é a época”, disse Gideon Haba, um vendedor de sufganiot do mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém. “Eu não acredito que Litzman realmente ele (Litzman) quis dizer isso. É como não acender as velas. Ele apenas queria passar uma mensagem.”
              Yosef Lipsman, um consumidor comprando seu primeiro sufganiá do ano, disse que a tradição é inofensiva, se você não exagera.
              “Farinha branca não faz bem para você, mas tudo é questão de quantidade”, disse ele. “Você pode comer de vez em quando.”
              Hanuká, também conhecida como Festa das Luzes, comemora a revolta dos judeus no século dois a.C. contra o reino grego-sírio, que tento forçar sua cultura aos judeus e profanou o Templo Judaico em Jerusalém. A festa dura oito dias porque, segundo a tradição, quando os judeus rededicaram o Templo em Jerusalém, um frasco de óleo que era para durar apenas um dia, queimou durante oito dias.
              Por isso a tradição de se comer comida engordurada.
              O sufganiá é essencialmente uma bolinha de massa frita em óleo, tradicionalmente recheada com geleia de morango e polvilhada com açúcar. Outras versões são alternativamente recheadas com creme de chocolate, capuchino ou doce de leite.
              Nos últimos anos, virou moda as confeitarias oferecerem versões decoradas com marshmallows, pedacinhos de biscoito, pralines, balas e chantili. Algumas incluem uma seringa onde você pode injetar caramelo, creme de pistache e até vodka no sufganiá, para uma emoção extra.
              Essas adições criaram um sufganiá de 100g que contém até 500 calorias.
              O Burger King recentemente entrou na dança e apresentou seu “SufganiKing” – um whopper padrão servido entre dois sufganiot.
              No Roladin, uma famosa confeitaria de Jerusalém, dúzias de versões elaboradas são vendidas todos os anos.
              “Eles podem ser gordurosos... mas são uma delícia. Por isso são tão gostosos”, disse Haim Newman, um consumidor. “Minha família vem de uma longa tradição de confeiteiros e meu pai sempre diz o que seu avô dizia pra ele: ‘se você quiser algo bom, tem que engordar’”.
              Fonte: Ynet News


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mais de 400 ataques terroristas significativos foram evitados no ano de 2016 em Israel, de acordo com o Shin Bet


              O Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, nesta terça-feira, apresentou o Prêmio Primeiro Ministro por conquistas na área de inteligência operacional em 2015/2016 e entregou os certificados de honra ao mérito aos homens e mulheres do Shin Bet que lideraram por seis operações inovadoras. A cerimônia foi realizada na sede da Agência de Segurança de Israel.
              De acordo com uma declaração do Shin Bet, “O prêmio é entregue a cada dois anos como uma expressão de gratidão pelo alto nível de planejamento, desempenho profissional impecável e um resultado que mostra uma contribuição significativa para o alcance dos objetivos do serviço no campo de prevenção e segurança do Estado.”
              “As operações escolhidas para receber o prêmio são as mais peculiares, sofisticadas e criativas realizadas pelo Shin Bet nos últimos dois anos nos campos operacional, de inteligência, tecnológico e cibernético – em áreas próximas e distantes”, concluiu a declaração.
              As operações vencedoras incluíram o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para lidar com o terrorismo solitário, implementando um processo para a obtenção de acesso a informações de inteligência inovadora, descobrindo e frustrando as perigosas infra-estruturas de terror que trabalham para realizar ataques e desenvolvendo técnicas sub-reptícias e ferramentas operacionais para combater a variedade de inimigos que o Shin Bet enfrenta.
Benjamin Netanyahu e o diretor do Shin Bet, Nadav Argaman

              O Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu disse durante a cerimônia que “o Serviço Geral de Segurança realiza centenas de operações por ano e que constitui um muro de defesa contra o terror, que trabalha para prejudicar a segurança de Israel e de seus cidadãos. Os homens e mulheres do serviço que participaram dessas operações demonstraram criatividade excepcional, ousadia, sofisticação e coragem. A inteligência de qualidade fornecida por essas operações não tem preço.”
              O Primeiro Ministro expressou sua gratidão ao Shin Bet e elogiou os métodos inovadores que foram criados para prover uma contrapartida significativa contra o terrorismo.
              “As vidas de muitos cidadãos foram salvas graças às incríveis ações preventivas lideradas pelo Shin Bet, usando meios tecnológicos avançados, cibercultura inovadora e determinação sem fim”, disse ele. “Em nome de todos os cidadãos israelenses, eu saúdo e agradeço a cada um de vocês pelo seu trabalho que é visto como um ‘escudo invisível’”.
              O diretor do Shin Bet, Nadav Argaman, também discursou durante a cerimônia. “Estamos juntos aqui nesta noite para expressar nosso apreço pelo nosso povo, que executou avançadas e exclusivas operações sem precedentes. Essas operações levaram a conquistas inteligentes e prevenções significativas. Obrigado pela qualidade de inteligência, a tecnologia avançada e o capital humano excelente, o Shin Bet preveniu mais de 400 ataques terroristas significativos este ano”, disse Argaman.
              Olhando diretamente para os agentes do Shin Bet, ele acrescentou: “Vocês viram o mesmo que nós, mas pensaram no que ninguém havia pensado antes de vocês. Vocês tiveram a coragem de pensar e agir além das fronteiras familiares e seguras e fizeram com que as coisas acontecessem. Vocês viram um desafio nas dificuldades criadas pela realidade e encontraram uma forma de solucioná-lo.”
              Ele disse ainda: “Excelência contém um componente de inovação bem como de criatividade. A habilidade de criar algo do nada, de pensar além das fronteiras familiares, de acreditar em uma ideia, mesmo que pareça loucura a princípio e de não desistir diante das dificuldades encontradas no caminho. Vocês passaram com sucesso neste teste também, provando para todos nós que o céu é o limite.”

              Fonte: Ynet News

3.500 arquivos liberados sobre o caso das crianças iemenitas


              Nesta quarta-feira, o Arquivo Nacional de Israel desclassificou os 3.500 arquivos relacionados ao caso das crianças iemenitas – o misterioso desaparecimento dos bebês iemenitas entre 1948 e 1954.
              Os arquivos contêm 210.000 documentos que podem ser acessados através do site e agora permitirá às famílias saber o que realmente aconteceu com milhares de crianças, onde cada pesquisador será capaz de entrar em arquivos pessoais e examinar onde as crianças foram enterradas e a causa da morte.
Crianças iemenitas

              O caso das crianças iemenitas voltou à tona no debate público em maio deste ano, após a intenção declarada da organização Achim Vekayamim de renovar esforços para descobrir a verdade por trás de um dos casos, que tem causado um reboliço em Israel por várias décadas.
Documentos sobre as crianças desaparecidas

              Devido à pressão popular, o Ministro do Gabinete do Primeiro-Ministro, Tzahi Hanegbi, nomeado por Benjamin Netanyahu, foi ordenado a recomendar que o governo removesse a maior parte da confidencialidade e abrisse os protocolos do Comitê Cohen-Kedmi, responsável pela investigação do caso das crianças iemenitas e disponibilizasse-os na internet.
              Durante uma coletiva de imprensa especial, Benjamin Netanyahu descreveu o desenvolvimento como uma “correção da injustiça”.
"Consertando uma injustiça histórica"

              “Estamos consertando hoje uma injustiça histórica, de negligência, de desaparecimento, de descriminação”, declarou Netanyahu. “Não sabemos o que aconteceu com as crianças iemenitas. Por quase 60 anos, as pessoas não sabem o destino de suas crianças. Não estamos preparados para que isso continue, por isso escolhemos a transparência e a justiça.”
              Três comitês foram criados para investigar o escândalo, para averiguar 1.033 incidentes, dos quais o Comitê Cohen-Kedmi concluiu que 972 bebês morreram e 56 permanecem anônimos. As conclusões desse comitê foram publicadas em 2001.
              O comitê rejeitou as alegações de que as crianças teriam desaparecido como resultado de sequestros institucionalizados, mas deduziu das informações das quais dispunha que, durante o mesmo período, havia “parto ocasional de bebês para adoção em creches e hospitais”.
              A pesquisa dos arquivos de adoção, que agora também foi tornada pública, trouxe luz ao processo de adoção em Israel nos anos 50. No entanto, os nomes das crianças são ocultados, de acordo com a lei. 

Na verdade, um dos arquivos contém informações sobre uma menina nascida em 1950 que “estava sendo cuidada em um jardim de infância pela secretaria do bem estar de Tiberias”. No arquivo está escrito: “A mãe desapareceu e todos os esforços para encontrá-la foram em vão.” Que esforços? De acordo com o documento, um anúncio foi publicado no jornal Davar.
              Os documentos registram outro incidente em que uma menina foi trazida pela mãe para um jardim de infância e apenas um ano depois foram feitas tentativas para encontrar seus pais que não voltaram. Eles estavam longe de ser encontrados. Semelhante ao caso anterior, apenas um anúncio foi publicado no Davar.
              Em 1954, os arquivos revelam que uma menina foi colocada para adocao por um casal de sobreviventes do Holocausto depois que foi alegado que sua mãe havia deiaxdo Israel e o paradeiro de seu pai era desconhecido. A menina foi entregue por um corretor particular, que também deixara Israel e seus novos pais alegaram que nada sabiam sobre o passado da menina ou a identidade de seus pais.
              Neste caso, o arquivo contém o seguinte comentário: “É inconcebível que os requerentes aceitaram a criança sem uma certidão de nascimento ou outro material que comprove a identidade”.
              De acordo com os documentos submetidos ao Comitê Cohen-Kedmi, pela advogada Drora Nehami-Ruth, em 1952, adoções em hospitais era um fenômeno comum. Envolvia corretores e os próprios médicos.
              “Este foi um caso de conduta não autorizada pelos hospitais públicos, entregando crianças que nasceram dentro de suas paredes para todo tipo de pessoa com o propósito de adoção”, escreveu a assessora jurídica. “Eu não quero me delongar nisso, como era fácil tirar vantagem da possibilidade de entregar crianças nascidas fora do casamento para pessoas que procuravam os hospitais em troca de algo.”
              Fonte: Ynet News


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Conselho de Segurança da ONU condena assentamentos de Israel

Colonos israelenses no assentamento de Itamar, leste de Nablus, na Cisjordânia (Reuters)

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira uma resolução que condena e pede o fim dos assentamentos israelenses em território palestino. Aliado histórico de Israel, os Estados Unidos se abstiveram e não usaram o seu poder de veto para barrar a medida.
A postura dos americanos, sempre favoráveis a Israel em ações nas Nações Unidas, representa uma mudança e marca mais um (talvez o último) capítulo nas tensas relações entre Barack Obama e o premiê israelense Benjamin Netanyahu.
A resolução foi apresentada no conselho de 15 membros para votação nesta sexta por Nova Zelândia, Malásia, Venezuela e Senegal, um dia depois de o Egito a retirar, sob pressão de Israel e do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. Com a abstenção dos EUA, a medida passou, sob aplausos, com 14 votos.
“O problema dos assentamentos cresceu tanto que está ameaçando a solução de dois estados”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, ao comentar a aprovação da resolução. A postura dos americanos na votação irritou o governo israelense e um dos ministros de Netanyahu afirmou que os EUA “abandonaram seu único amigo no Oriente Médio”.
No Twitter, o presidente eleito dos EUA se limitou a afirmar que, a partir de sua posse, “as coisas vão ser diferentes” na ONU.

Resposta de Israel
O governo de Israel reagiu duramente à decisão do Conselho de Segurança e assegurou que não vai cumprir a ordem. “Israel condena essa resolução da ONU, vergonhosa e anti-israelense, e não irá cumprir seus termos”, afirmou Netanyahu em um comunicado no qual ataca Obama diretamente.
“Em um momento no qual o Conselho de Segurança não faz nada para conter o massacre de meio milhão de pessoas na Síria, ataca vergonhasamente a única verdadeira democracia do Oriente Médio, Israel”, afirma a nota divulgada por Netanyahu. “O governo Obama não só fracassou era proteger Israel contra essa conspiração na ONU, mas confabulou com ela em segredo. Desejamos trabalhar com o presidente eleito (Donald) Trump e com todos nossos amigos no Congresso, tanto republicanos como democratas, para anular os perniciosos efeitos dessa absurda resolução”, completou.

Fonte: Veja

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Lista de oração de Jerusalém – 15 de dezembro de 2016


              Nas sinagogas, neste Shabat, a leitura da Parashá é chamada Vayishlách. A leitura é de Gênesis 32:4-36:43. A leitura começa com o encontro entre Jacó e seu irmão Esaú. Jacó havia fugido da terra de Canaã no capítulo 28 de Gênesis. Rebeca, sua mãe, havia lhe dito que seu irmão Esaú planejava matá-lo após a morte de Isaque, seu pai. Não foi uma ocasião feliz que tirou Jacó da casa de seu pai e o levou para a casa de seu tio, Labão, na grande cidade de Harã, que fica ao norte da Síria, quase fronteira com a Turquia. Vinte e um anos Jacó passou na casa de seu sogro Labão. Labão não era exatamente um exemplo de honestidade e justiça. Jacó trabalhou 21 anos para Labão, 7 anos por Raquel, mas recebera Lia ao invés, estão trabalhou mais 7 anos por Raquel e depois mais 7 anos para acumular riquezas, e Deus o abençoou e multiplicou seu rebanho de ovelhas e seu gado. Agora, Jacó e sua família e sua riqueza estavam em perigo. Eles estavam voltando para a terra prometida, a terra dada a eles por Deus. Seu maior inimigo era seu irmão gêmeo Esaú. As razões para essa inimizade entre esses dois irmãos é que um deles, Esaú, sentiu que ele fora enganado, tomado como um tolo por seu irmão gêmeo Jacó. Vinte e um anos atrás, Esaú decidiu em seu coração matar seu irmão Jacó após a morte de seu pai Isaque. Jacó então foge para a casa de seu tio Labão, que vivia em Harã. Agora Jacó tem que enfrentar seu irmão Esaú, que ainda está bravo e ainda pretende matá-lo. Então, o que Jacó faz? Aqui estão alguns princípios dos quais todos nós podemos aprender ao enfrentarmos conflitos e situações de ameaças:
1.       Jacó minimiza suas perdas ao dividir sua família e suas posses em dois acampamentos. A ideia é que se um acampamento cai nas mãos de Esaú, o outro pode fugir ou preparar sua defesa.
2.       O segundo passo que Jacó toma é se preparar para consertar as coisas com seu irmão Esaú. Ele havia acumulado uma grande riqueza e estava preparado para dar boa parte de seus bens para seu irmão, com a finalidade de apaziguá-lo.
3.       Jacó cria um ambiente controlado quando anda em direção a Esaú e se prostra com o rosto em terra por sete vezes. Ele se humilhou perante seu irmão, mas também mostrou a Esaú que ele não está com medo, ao mesmo tempo em que demonstrou honra e respeito. Na cultura do Oriente Médio, é muito importante demonstrar honra a fim de reconciliar e conquistar a confiança do outro.
Jacó estava preparado para o pior, mas esperava o melhor!
Jacó estava disposto a pagar pelo seu comportamento no passado e disposto a pagar Esaú seu irmão uma honrável quantia de sua riqueza a fim de acertar as coisas com ele.
Na tradição judaica, os rabinos dizem que o que Jacó deu a Esaú foi na verdade o preço justo por sua herança. Na história, temos o número de ovelhas, camelos, mulas e outros bens. Eu não sei se esses cálculos estão certos, mas tenho certeza de o que Jacó deu a Esaú valia muito mais do que um prato de sopa.
A frase – tudo o que vai, volta – é claramente demonstrada nessa história bíblica. O traidor foi traído. Jacó havia mentido e enganado seu irmão e assim também seu sogro Labão o enganou. Existem duas passagens proféticas que se relacionam com essa passagem de Gênesis. Quero compartilhar com vocês e mostrar que mesmo após centenas de anos, o que Jacó fez não foi esquecido em Israel.
1.       “Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel.” Isaías 40:27, 41:8,14.
2.       “O Senhor também com Judá tem contenda, e castigará Jacó segundo os seus caminhos; segundo as suas obras o recompensará. No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, e na sua força lutou com Deus. Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco, Sim, o Senhor, o Deus dos Exércitos; o Senhor é o seu memorial. Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a benevolência e o juízo, e em teu Deus espera sempre.” Oséias 12:2-6
3.       “Jacó fugiu para o campo da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado.” Oséias 12:12
Esses três textos são apenas uma amostra de como os profetas de Israel trataram Jacó. Em uma passagem, Deus chama Jacó de “meu servo, a quem escolhi”e faz maravilhosas promessas a Jacó e seus descendentes. Em Oséias, o profeta diz: “No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, e na sua força lutou com Deus. Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco, Sim, o Senhor, o Deus dos Exércitos”. Oséias 12:2-6
O profeta também critica Jacó pelo seu relacionamento com as mulheres: “Jacó fugiu para o campo da Síria, e Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado”. Oséias 12:12
Oséias vê Jacó fugindo para Síria como um defeito e mais ainda por ele ter servido suas esposas e ter cuidado de ovelhas por elas. É bom para nós sabermos que essas histórias de Gênesis não são esquecidas, mesmo milhares de anos depois e seus efeitos ainda influenciam os eventos da história de Israel, mesmo milhares de anos depois – mesmo agora, o que está acontecendo no Oriente Médio é resultado de sementes que foram plantadas em nosso passado distante. Sabemos que essas não são histórias apenas para as crianças, elas têm implicações que alcançam os dias de hoje! Por isso é bom estudarmos a Torá e aprendermos a viver e compreender nosso passado e presente.
Barry, nosso filho, passou por uma difícil cirurgia na semana passada. O médico disse que foi uma das cirurgias mais difíceis que ele já fez em muitos anos. Disseram ao Barry que sua recuperação seria longa e difícil, mas hoje a situação no seu abdômen se tornou pior e mais complicada. Sua cirurgia foi aberta e existe um buraco em sua barriga. Os médicos deram antibióticos e deixaram a ferida aberta. Barry realmente precisa de suas orações. Ele precisa de oração por cura, força, paciência e para que essa ferida se feche. Confiamos no poder de cura do nosso Deus e na Sua fidelidade e no poder e fidelidade das suas orações.
Recebemos a notícia na semana passada que a Rádio Trans World, nossa parceira na transmissão da rádio Kol Há Yeshua, teve que cortar alguns gastos para a transmissão em hebraico, de quase 30%. Estou pedindo a vocês que orem pela Rádio Trans World, é um dos maiores ministérios de rádio no mundo, alcançando muitos países e se associando com irmãos e irmãs nativos para apresentar as boas novas do evangelho em todo o mundo. O Netivyah e a rádio Kol Há Yeshua tem trabalhado com a Trans World por vinte anos e continuaremos a transmitir com qualidade, mesmo com o corte de gastos, mas pedimos que orem por essa ferramenta tão única e especial de apresentar o evangelho judaico aos judeus, de uma forma judaica e por discípulos de Yeshua. Esta fórmula é especial e eu acredito que este é o único jeito de um judeu ouvir e avaliar e levar a sério a pessoa que está ensinando sobre Yeshua, o Rei dos Judeus. A maioria dos judeus conhece a mensagem cristã e o golpe dos missionários e não está interessado neles. O Yeshua histórico, que morreu na cruz como Rei dos Judeus e nunca se tornou um cristão, como Paulo, Pedro e qualquer um dos apóstolos, nunca se intitularam “somos cristãos”. Na verdade, Paulo disse repetidas vezes “eu sou judeu”, “eu sou israelita”, “eu sou fariseu”. Não vou listar aqui todas as passagens do livro de Atos e das cartas de Paulo onde ele fez essas afirmações. Este será um para casa para vocês, pesquisar os lugares no livro de Atos e nas cartas de Paulo e analisar o contexto. Mas, por favor, orem por Israel e pelo povo judeu e pela semente da bondade e da graça que precisa ser semeada em Israel. Após cair a chuva, até o deserto floresce, se há ali boas sementes no solo. Ajude-nos a continuar a ensinar através das transmissões de rádio pelo Kol Há Yeshua.
Parece que nossos irmãos palestinos não estão interessados em terem paz com Israel. Eles chegaram à conclusão de que eles podem usar o terror, o assassinato e o ódio para ganhar essa batalha contra Israel e a nação judaica. Eles não conhecem as promessas de Deus para o povo de Israel e eles não conhecem o verdadeiro tempo que estamos vivendo agora. Por favor, orem para que as promessas na Palavra de Deus para Israel e para o mundo sejam cumpridas e se tornem a realidade pela qual esperamos e cremos.
Orem também pela jovem geração de líderes do Netivyah e da congregação Roeh Israel. Esses jovens líderes são maravilhosos, talentosos, capazes e dignos de confiança. Ore pelo futuro do Netivyah e da congregação Roeh Israel. Nosso futuro é muito mais glorioso do que nosso passado.  Eu peço para que orem pelo Netivyah e pela nossa liderança.
Viajando ao redor do mundo, posso ver a influência e a contribuição do Netivyah para o Reino de Deus em todo o mundo. Eu poderia compartilhar com vocês milhares de bilhetes e cartas de pessoas da Austrália à Noruega, da China à Africa do Sul, que oram e estão juntos com o Netivyah e louvam a Deus pelo que o Netivyah tem feito em Israel e ao redor do mundo. Precisamos de suas orações e de seu suporte, para que nosso futuro possa estar seguro e para que a obra de Deus continue a ser feita até o retorno de Yeshua.
Orem pela minha saúde e da Marcia também e para termos energia e histamina para continuarmos a fazer o que fazemos pelo Reino de Deus em Israel e ao redor do mundo.
Que o Senhor abençoe a todos vocês, dando a paz neste Shabat, carregando-os em Suas promessas e bênçãos e dando a oportunidade de abençoar ao próximo.
Agradeço a sua intercessão e oracao e também pelo seu apoio moral e financeiro para o trabalho e a mensagem das boas novas em Israel, Finlândia, Brasil, Japão, Coreia, Taiwan, Hong Kong e em todos os países que o Netivyah tem influência e discípulos. Deus abençoe todos vocês!
Joseph Shulam



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Judaísmo da Etiópia quase idêntico ao praticado no período do Segundo Templo


              O Dr. Yossi Ziv tem pesquisado os rituais religiosos da população judaica etíope que ainda vive na Etiópia e descobriu que eles mantiveram os mesmos costumes e tradições que os judeus do período do Segundo Templo, pelos últimos dois mil anos.
              “É conhecimento que não está escrito em nenhum lugar e que tem sido preservado em suas tradições”, afirma a pesquisa.
              “Eles têm preservado costumes antigos que desapareceram do mundo. Eles fornecem exemplos de como líderes da nação de Israel se comportavam na época do Segundo Templo.”
              O professor divulgou suas descobertas em um seminário que aconteceu na Escola Kfar Etzion, logo antes do feriado judaico etíope de Sigid.
Anciãos israelenses etíopes no ritual de Sigid, em Jerusalém.

              Ziv disse que muitos costumes judaicos etíopes vão contra a prática judaica moderna, mas estão perfeitamente alinhados com os rituais e costumes descritos nos rolos encontrados nas cavernas de Qumran e em livros datados da época do Segundo Templo. Nas cavernas de Qumran foram encontrados os Manuscritos do Mar Morto, que incluem a terceira Bíblia Hebraica mais antiga já encontrada.
              Alguns desses costumes da época do Segundo Templo incluem não acender as velas do Shabat, aderindo a uma antiga tradição que proibia o acendimento de fogo mesmo antes de o Shabat começar. Junto com isso, nenhuma chama poderia ser passada de um recipiente para o outro, mesmo se fosse antes do início do Shabat.
              “Eles não seguem a regra que diz que ‘as leis do Shabat podem ser desconsideradas com o propósito de salvar uma vida’, disse Ziv. “Para os judeus etíopes, a santidade do Shabat deve ser preservada mesmo se custar a vida de um ser humano.
              Evidências dessa rigorosa observância do Shabat podem ser encontradas nos Manuscritos do Mar Morto.
              Ziv acrescentou que havia diferentes facções de judeus vivendo durante o período do Segundo Templo – os fariseus, os saduceus, os essênios e os zelotes. Todos viviam de acordo com diferenças crenças e rituais. Os costumes e tradições judaicas hoje são na sua maioria de origem da tradição farisaica.
              Outro exemplo nas diferenças entre a principal corrente do judaísmo e o judaísmo etíope é quanto ao sexo no Shabat. De acordo com a tradição judaica moderna, relações conjugais não são apenas permitidas, mas também encorajadas no dia de descanso. Enquanto que no judaísmo etíope, sexo é proibido no Shabat, a fim de não contaminar o corpo. Exemplos dessa tradição etíope foram encontrados nos Manuscritos do Mar Morto.
              As discrepâncias entre as leis do judaísmo mais “moderno” e as leis do judaísmo etíope – conhecidas como Kessim – podem ser vistas em diferentes áreas da lei judaica.
              De acordo com o costume da principal corrente do judaísmo, pessoas de luto se abstem de cortar o cabelo e de se barbear por um período específico de tempo, enquanto a tradição etíope é para os enlutados cortarem os cabelos bem curtos e se barbearem – outra tradição que Ziv viu escrita em textos da época do Segundo Templo.
              “Depois de o profeta Jó ter recebido sua má notícia, está escrito que ele cortou seu cabelo. Também está escrito em algumas das palavras de Isaías e Ezequiel que os judeus cortavam seus cabelos curtos durante o período de luto”, disse Ziv.
Mulheres etíopes no festival de Sigid.
              Outra tradição proeminente do judaísmo etíope é a rigorosa observância das leis de purificação. Por exemplo, quando uma mulher está menstruada na sociedade judaica etíope, ela tem que morar em uma tenda específica fora do vilarejo até que ela se torne “pura” novamente, como é prescrito para ser feito nos Manuscritos do Mar Morto.
              Este ritual de purificação é outra razão pela qual o ritual da circuncisão não é realizado dentro das sinagogas etíopes. Portanto, as circuncisões são realizadas próximas à tenda das mulheres menstruadas e na maioria das vezes são feitas pelas mulheres. Apenas 40 dias depois de um menino nascer que a mãe pode retornar ao vilarejo. Se for uma menina, então a mãe tem que esperar 80 dias. A nomeação do bebê então ocorre no vilarejo.
              “Eles eram parte de nós, mas foram cortados”
              As diferenças entre os rituais e costumes do judaísmo tradicional e do judaísmo etíope enfraqueceram a autoridade dos líderes judeus etíopes depois que eles imigraram para Israel e até suscitou dúvida na judaicidade dos etíopes.
              No entanto, Ziv afirma que os costumes e tradições dos judeus etíopes e sua forte semelhança com  as tradições judaicas do período do Segundo Templo serve apenas para reforçar sua conexão com o judaísmo como um todo.
              “Estou convencido de que esta comunidade era parte da nação de Israel durante os tempos antigos, mas eles foram cortados. Não sabemos quando nem por que, mas aconteceu antes da tradição farisaica se tornar a principal tradição do judaísmo”, disse o Dr. Ziv.
              “Os judeus da Etiópia viveram em exílio e completo isolamento do resto da nação de Israel. No entanto, eles continuaram a guardar as tradições de nossos patriarcas até os dias de hoje.”

              Fonte: Ynet News

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Grande prioridade mudar a embaixada dos Estados Unidos, em Israel, para Jerusalém, diz Trump


              Donald Trump está ansioso para mudar a Embaixada dos Estados Unidos, em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, mudança essa adiada repetidamente por presidentes de todos os partidos políticos, disse na segunda-feira um de seus principais assessores.
              “Esta é uma grande prioridade para este presidente-eleito, Donald Trump”, disse Kellyanne Conway em uma entrevista a uma rádio conservadora. “Como presidente-eleito eu o ouvi repeti-lo várias vezes em particular, se não publicamente.”
              Na verdade, ao longo de toda sua campanha para presidente, Trump disse repetidamente que iria mudar a Embaixada Americana caso fosse eleito – uma promessa política frequentemente feita que nunca fora cumprida. Há muito tempo a política dos Estados Unidos tem sido ameaçar o status de Jerusalém como uma questão que só seria finalmente resolvida em negociações sobre o status final com os palestinos.
              “É algo que nosso amigo em Israel, um grande amigo que temos no Oriente Médio, iria apreciar e algo que muitos judeus americanos expressaram como sendo sua preferência”, disse Conway. “É uma grande jogada. É uma mudança fácil de ser feita, com base no quanto ele falou sobre isso nos debates e em suas frases de efeito.”
              Apenas dez dias atrás, no entanto, o Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Liberman, questionou se seria sábio para Trump priorizar a mudança da Embaixada Americana assim que assumisse o cargo.
              “Seria um erro colocar a Embaixada como foco principal”, disse Liberman ao Forum de Saban, fazendo uma lista de outros assuntos mais críticos - a estabilidade da Autoridade Palestina, as ameaças do Hamas, Hezbolá e Irã, entre outros – como sendo mais pertinentes.
              No domingo, em uma entrevista ao canal Fox News, Trump disse que ele espera que seu genro, Jared Kushner possa “fazer a paz no Oriente Médio”. Com uma experiência no ramo imobiliário, Kushner ajudou a executar a improvável campanha presidencial de Trump, mas não possui nenhuma experiência em política externa, até o momento.

              Fonte: Jpost

Uma trilha sonora judaica de Natal


          
              “As duas datas comemorativas que celebram a divindade de Cristo – a divindade que é o próprio coração da rejeição dos judeus ao cristianismo – e o que Irving Berlin faz? Ele descristianiza os dois! A Páscoa se torna um show de moda e o Natal uma celebração sobre a neve.” Philip Roth, no seu livro Operation Shylock, estava se referindo à música de Berlin “Easter Parade” (Desfile de Páscoa) e, é claro, “White Christmas” (Natal Branco). Mas não é apenas Berlin: como Michael Feinstein recentemente nos lembrou no New York Times, os judeus escreveram a maioria das grandes músicas de Natal americanas. David Lehman, autor de A Fine Romance: Jewish Songwriters, American Songs (Um fino romance: compositores judeus, canções americanas), diz que o fenômeno do Natal é apenas um exemplo de algo ainda maior: que a história da música popular americana é maciçamente uma história judaica. A Tablet Magazine pediu ao Lehman para listar suas 10 músicas de Natal prediletas escritas por judeus. Seu único desapontamento? “Eu realmente queria que “Have Yourself a Merry Little Christmas” tivesse sido escrita por judeus”, diz ele. “Com certeza estaria entre as cinco primeiras.”

              As 10 melhores músicas de Natal escritas por judeus, de acordo com David Lehman:
10.   “The Christmas Waltz” (A valsa de Natal): música e letra de Sammy Cahn e Julie Styne. “Ouça a versão do Sinatra desta letra interessantemente autorreferencial.

9.       “Silver Bells” (Sinos prateados): música de Jay Livingston, letra de Ray Evans.

8. “Winter Wonderland” (Maravilhas de inverno): música e letra de Felix Bernard. “Michael Feinstein foi minha fonte para a escolha dessa música. E eu estou surpreso! A letra envolve uma cerimônia de casamento improvisada realizada por Parson Brown. O momento lírico mais interessante é a rima entre ‘snow man’ (boneco de neve) e ‘no, man’ (não, homem).”

7. “Santa Baby” (Papai Noel, Baby): música e letra de Joan Ellen Javits e Philip Springer. “Uma música muito agradável. A que chega mais perto de um jazz. ‘Santa Baby, hurry down the chimney tonight’ (Papai Noel, baby, desça depressa pela chaminé esta noite). Adapta a convenção das músicas de Natal para se tornar um tipo de música de amor e sedução. Eartha Kitt canta uma versão intensa.”

6. “Sleigh Ride” (Passeio de trenó): letra de Mitchell Parrish. “Algumas vezes as pessoas a ouvem como música de fundo. Numa nota pessoal, eu me lembro de estar viajando entre os Estados Unidos e a Inglaterra, nos anos 70, e em um dos aeroportos eu sempre ouvia essa música. Particularmente, eu não gostava dela, mas por causa da associação, se tornou muito querida por mim. Parrish – que nasceu Michael Hyman Pashelinsky, na Lituânia – escreveu a letra para um dos mais famosos padrões de jazz, ‘Stardust’, de Hoagy Carmichael.”

5. “I’ll be home for Christmas” (Eu estarei em casa para o Natal): música de Buck Ram, letra de Walter Kent. “Como ‘White Christmas’ e ‘Have Yourself a Merry Little Christmas’, esta música foi muito popular durante a Segunda Guerra e apela a uma certa nostalgia e saudade de casa, não apenas para as tropas que estavam na Guerra, mas também para os entes queridos que estavam em casa.”

4. “I’ve Got My Love to Keep Me Warm” (Tenho o meu amor para me manter aquecido): música e letra de Irving Berlin. “Esta é uma ótima música na qual, às vezes, as pessoas não prestam atenção quando pensam em músicas de Natal. Em parte por causa da outra música famosa de Berlin nessa categoria e em parte porque é uma das poucas músicas nesta lista que pode ser tocada o ano inteiro.”

3. “Let It Snow, Let It Snow, Let It Snow” (Deixe nevar, deixe nevar, deixe nevar): letra de Sammy Cahn e música de Julie Styne. “Esta é uma de minhas músicas tipo “Jingle-Bells” favorita! Amo como é usada como música final do filme Duro de Matar.”

2. “The Christmas Song” (A música de Natal): música e letra de Mel Tomé e Bob Wells. “As duas primeiras escolhas são músicas tradicionais de Natal – elas mencionam a data comemorativa explicitamente, são cheias de emoções sinceras e podem até fazer cair algumas lágrimas.”

1.  “White Christmas” (Natal branco): letra e música de Irving Berlin. “A versão de Bing Crosby é o single mais vendido de todos os tempos.”

              Fonte: Tablet Magazine

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Nova evidência apoia relato bíblico sobre Davi e Golias


              Todos amam a história bíblica do jovem pastor Davi derrotando o gigante filisteu Golias com apenas uma funda e uma fé inabalável no Deus de Israel. Pela primeira vez, arqueólogos israelenses desenterraram evidências físicas da história bíblica, incluindo o local exato da batalha mais comentada de todos os tempos.
              “O que está escrito na Bíblia encaixa na situação geográfica e antropológica do período”, disse Yosef Garfinkel, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.
              Durante as escavações, realizadas entre 2007-2013, Garfinkel percebeu que havia encontrado evidências de uma cidade da época do rei Davi, que datava do século 11 a.C. A cidade, que fica entre os sítios antigos de Socó e Azeca, está na fronteira bíblica que separa os filisteus dos judeus, lugar onde Davi triunfou sobre Golias.
              “A história de Davi e Golias e a cidade estão localizadas no mesmo local”, explicou Garfinkel. “Eles são do mesmo período, então não pode ser uma coincidência.”
              As escavações revelaram uma comunidade fortificada construída de uma maneira não usual. Os muros possuíam dois largos portões, algo incomum para uma cidade tão pequena. Quando os arqueólogos descobriram os portões, eles se lembraram da cidade de Saaraim (que significa “dois portões”, em hebraico), mencionada na Bíblia. “e caíram os feridos dos filisteus pelo caminho de Saaraim até Gate e até Ecrom.” (1 Samuel 17:52).
              Historiadores e arqueólogos perceberam que eles estavam em cima da cidade que havia sido construída como um posto avançado para proteger a estrada que subia as montanhas da Judeia de um possível ataque dos filisteus.
              Muitas pistas demonstraram que essa era uma fortaleza da Judeia. Mais significativamente, os arqueólogos descobriram um modelo de pedra único, decorado com imagens descritas nas Escrituras como o Templo do Rei Salomão e seu palácio em Jerusalém. Eles também encontraram duas inscrições em hebraico, as mais antigas encontradas até hoje, em uma jarra e um pote encontrados no local. Por último, não havia ossos de porcos entre os muitos restos de animais encontrados no local, apontando para a observância das leis de dieta judaica.
              Garfinkel disse ao Reuters que os arqueólogos estavam surpresos de terem encontrado as ruínas a apenas 20 centímetros abaixo da superfície. Como a cidade foi construída sobre pedras duras, os testes de laboratório conseguiram determinar a datação por carbono de poços de azeitonas carbonizados, escavados na fundação do sítio. As datas confirmaram sem sombra de dúvida que a cidade existiu entre o fim do século 11 e início do século 10 a.C., início do reino israelita.  
              Porque a cidade foi construída e destruída apenas 30 anos depois, ela permaneceu congelada no tempo, provendo a melhor e única fonte extra-bíblica do período do rei Davi. Hoje, 3.000 anos depois, podemos aprender sobre a vida cotidiana do povo. Garfinkel descreveu o achado como “metrópole bíblica”.
              Baseado nesses achados extraordinários, o Museu de Terras Bíblicas, em Jerusalém, abriu uma nova sala de exibição, chamada No vale de Davi e Golias. A apresentação multimídia inclui muitos dos artefatos originais descobertos nessa cidade de dois portões, no vale de Elá. Pela primeira vez, visitantes terão a chance de voltar na história, na época do rei Davi, e reviver aquela batalha inesquecível onde aprendemos que a fé no Deus de Israel pode vencer qualquer obstáculo.

              Fonte: Israel Today

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Lista de oração de Jerusalém – 07 de dezembro de 2016


              Hoje é dia 7 de dezembro de 2016, 07:55 da manhã. Os “Zeros” japoneses atacaram o Pearl Harbor, em Honolulu, Havaí. O presidente americano Franklin D. Roosevelt declarou aquele dia “um dia que viverá na infâmia”. Muitos dos jovens americanos estão mais interessados neste dia em arrumar suas árvores de Natal e decorar suas casas e fazer compras. Eu também estou surpreso com o envolvimento das igrejas na celebração do Natal e quantos judeus têm arbustos de Hanuká (árvores de Natal convertidas) em suas casas. Eu não direi nada, nem julgarei ninguém sobre a celebração de Natal ou Hanuká com árvores decoradas. A única coisa que eu quero dizer é mostrar o que disse Jeremias sobre a prática de cortar árvores e decorá-las com ouro e prata (eles não tinham luzes de led naquela época, senão Jeremias teria mencionado isso também). Veja o que o profeta Jeremias, que viveu no século VIII a.C., disse ao povo de Israel. Note que isso não estava acontecendo em culturas vizinhas, mas estava acontecendo em Israel. “Ouçam o que o Senhor diz a vocês, ó comunidade de Israel! Assim diz o Senhor: Não aprendam as práticas das nações nem se assustem com os sinais no céu, embora as nações se assustem com eles. Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da floresta, um artesão a modela com seu formão; enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com martelo e pregos para que não balance.” (Jeremias 10:1-4). Eu suponho que alguns vão considerar a profecia de Jeremias como não sendo relevante para os cristãos devido ao espírito de boa vontade que prevalece nessa época do ano. Como discípulos de Yeshua devemos ter o espírito de boa vontade todos os dias do ano e muitos precisam do calor e da bondade da Torá e dos profetas e é claro do Príncipe da Vida, caridade, fé e esperança – Yeshua, nosso Messias.
              Agora sobre a Parashá deste próximo Shabat. A leitura da Torá neste Shabat é Va Ietsê – Gênesis 28:1-31:3. A leitura começa com Jacó fugindo para o norte, para a casa de seu tio Labão, pois sua mãe Rebeca o alertou que seu irmão Esaú queria matá-lo, após a morte de seu pai Isaque. Na fuga, sozinho, Jacó chega a Betel (que antes se chamava “Luz”) e, cansado, usa uma rocha como travesseiro e adormece. Em um sonho, Jacó vê uma escada que liga a Terra ao Céu e os anjos de Deus sobem e descem por ela. A primeira coisa que o comentário judaico tradicional faz é olhar para o contexto imediato. Sonhos são um afloramento das necessidades e realidade de uma pessoa. Eles também possuem um lado profético. Então, Jacó precisa ser encorajado e seu futuro está incerto e, apesar de estar saindo da Terra Prometida, ele precisa saber se Deus ainda está com ele e continuará a protegê-lo e abençoá-lo e manterá Suas promessas feitas a Abraão e Isaque, seus ancestrais. Este é o significado principal desse sonho. Os anjos de Deus são móveis e eles sobem da Terra e descem dos Céus para servirem aos Filhos e Deus e, na verdade, toda a humanidade. Ele tem que andar (viajar) sozinho por quase 1000 milhas até Harã, que fica bem ao norte, perto da fronteira norte da Síria com a Turquia. A visão desse sonho é como uma confirmação que apesar das circunstâncias não serem boas nesse momento, Deus continuará servindo Jacó. Será que Jacó percebeu que ele havia pecado contra seu irmão Esaú ao tirar proveito de seu cansaço e fome e ter comprado o direito da primogenitura, da herança e da bênção por um prato de sopa? Eu creio que Jacó e Rebeca perceberam que o que eles haviam feito não foi certo e quando Jacó retorna à terra de Canaã, ele estava pronto para dar para Esaú dinheiro, ovelhas, cabras, camelo, ouro e prata, a fim de fazer as pazes com seu irmão.
              No entanto, a parte mais significativa do capítulo 28 de Gênesis não é o sonho em si, mas a ação resultante do sonho. Jacó percebe que ele tem que fazer algo para Deus e ele faz um acordo, se Deus cuidar de todas as suas necessidades nesta viagem até Harã, quando ele voltasse para a terra da promessa, Canaã, ele construiria naquele lugar uma casa de Deus. Para selar essa promessa, Jacó unge uma pedra e faz um memorial para comemorar o evento e a promessa. Aqui vai um resumo desse estudo:
1.       Nós recebemos de Deus! O normal quando você pede é receber – você deve demonstrar sua gratidão com uma ação recíproca.
2.       Deus se revela em sonhos e visões! A ideia que alguns protestantes têm, herdada da igreja católica, que o Espírito Santo e a revelação de Deus estão aprisionados entre as duas capas do livro (a Bíblia) não está de acordo com as próprias Escrituras e não é uma ideia válida. Deus é sempre o mesmo e Ele sempre deu sonhos e visões individuais e o texto citado por Pedro do profeta Joel afirma isso inequivocamente. Não devemos adicionar nem subtrair da revelação de Deus e não devemos julgar aqueles que dizem terem tido um sonho ou uma visão de Deus. Podemos julgar o sonho e interpretá-lo e devemos avaliar aqueles que se dizem profetas e ver se sua palavra está de acordo com os padrões da Palavra e da verdade de Deus. Mas Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Ele é sempre Fiel à sua Palavra e todas as Suas promessas se cumprirão.
Barry, nosso filho, está no hospital no Tenessee. Ontem ele fez uma longa e séria cirurgia em seu intestino. Por muitos meses ele vinha sofrendo de uma infecção crônica e precisou operar. O médico disse que foi uma cirurgia difícil e complicada. Eu sei que muitos de vocês têm orado pelo Barry por muitos meses. Agora ele está no pós-operatório e com dor e com uma infecção e eu peço a você que continue orando para que ele se recupere rapidamente e que a cirurgia tenha sido bem sucedida e que o Barry possa ter uma vida melhor e mais saudável a partir de agora. Isso é importante para nós, como família, mas também como ministros da Palavra de Deus.
Marcia e eu estamos com o Barry e a Beth no hospital e estamos orando e observando. Eu sei que a oração ajuda e que a cura vem mais rápida para aqueles que oram por outros. Eu fiquei muito feliz ao ler um artigo na revista National Geographic sobre como a fé ajuda a curar e como a fé ao redor do mundo no passado e nos dias atuais promove cura e fortalecimento. Na verdade, o paradigma bíblico é que a fé cura! Então, quando você ora por outros com fé pedindo cura e bênção, na verdade você também recebe cura e bênção.
Ore por Israel! Israel deu passos muito ousados nesses últimos dias. Israel bombardeou locais secretos de armazenamento de armas perigosas que comprometeriam o poder no Oriente Médio se chegassem às mãos do Hamas e do Hezbolá, no Líbano. Esses locais de armazenamento ficavam no coração de Damascos. Israel não podia fazer isso sem a aprovação tácita dos EUA e da Rússia. Então este é um tipo de milagre secreto e nós, como discípulos de Deus, sabemos que todas as coisas boas vêm dEle e são abençoadas por Ele e devemos continuar orando e agradecendo a Deus pedindo para Ele continuar abençoando Israel. Existem muitos desafios que os discípulos de Yeshua enfrentam em Israel, eles são espirituais, organizacionais, financeiros e o desafio que temos em formar uma nova geração de líderes. Eu peço a você que ore pelos discípulos de Yeshua em Israel. Nossa situação é bem melhor que em outros lugares, mas ainda não estamos onde gostaríamos. Eu oro por união, cooperação, compartilhamento de fardo, oração e ajuda mútua. Nós terminamos recentemente um grande projeto para abençoar o corpo do Messias em Israel. Este projeto era baseado em uma oferta de amor de quase um milhão de dólares que o Dr. Fritz May e os Cristãos por Israel deram para três diferentes líderes locais. Nós três temos diferentes ministérios e viemos de contextos tão diferentes e tivemos que aprender a trabalharmos juntos para distribuir esse dinheiro e os frutos de seu rendimento no curso de 10 anos. Foi uma bênção que ajudou unir irmãos de diferentes ministérios e contextos teológicos. Eu oro para que outras organizações cristãs possam olhar para o quadro inteiro e possam trabalhar para trazer mais unidade e cooperação entre ministérios judaicos e árabes na terra de Israel. Por favor, ore pela unidade e cooperação dos discípulos de Yeshua nesta terra.
Ore pela minha saúde e da Marcia também e para termos energia e histamina para continuarmos trabalhando para o Reino de Deus em Israel e ao redor do mundo.
Devemos continuar orando pela Rádio Kol Ha Yeshua, para que possamos continuar transmitindo as Boas Novas em hebraico e em russo para todo o Oriente Médio.
Que o Senhor te abençoe e te dê a paz neste Shabat e que Ele possa te conduzir em Suas promessas e bênçãos e te dar a oportunidade de abençoar outros ao seu redor.
Que Deus abençoe os Estados Unidos enquanto este país ora e se prepara para receber um novo presidente. Ore para que esse novo presidente seja sábio e gentil e uma bênção para as pessoas nos EUA e também no mundo e especialmente que ele se coloque a favor de Israel e abençoe Israel como prometeu que faria.

Joseph Shulam

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Coluna de nuvem defende a fronteira de Israel com a Síria


            Em meio ao aumento das atividades do ISIS do lado sírio das colinas do Golan, soldados israelenses baseados naquele local reportaram que, durante o fim de semana, literalmente uma coluna de nuvem desceu sobre a fronteira.

            A bizarra tempestade engoliu completamente o lado sírio da fronteira, mas parou no limite entre os dois países e não entrou em Israel.

            Alguns soldados são vistos no vídeo a seguir capturando o fenômeno em seus celulares.

            O vídeo tornou-se viral no Facebook, onde muitos israelenses classificaram a tempestade como “intervenção divina”.

            “Grande milagre! Repare como Deus parou essa enorme tempestade exatamente na fronteira”, escreveu Yifat Romano. “Obrigado, Pai!”

            Netanel Tanaami perguntou: “do que mais você precisa para crer?”

            “O Criador do universo está nos protegendo”, proclamou Nissim Nahoum.

            Fonte: Israel Today