segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Inscrições minúsculas em amuletos antigos


              Em 1979, durante a escavação de uma antiga tumba da Idade do Ferro (século VII A.C.), num cemitério fora de Jerusalém, em Ketef Hinnom, o arqueologista Gabriel Barkay descobriu dois pequenos rolos de prata – do diâmetro de uma moeda – que eram usados originalmente como amuletos em volta do pescoço. Quando os pesquisadores do Museu de Israel, em Jerusalém, desenrolaram as folhas de prata, eles detectaram finas linhas de um antigo alfabeto hebraico escritos nelas. Fotografias de alta resolução dos escritos miniaturas foram tiradas em 1994 pelo Projeto de Pesquisa Semítica do Oeste, na Universidade do Sul da Califórnia, dando aos pesquisadores a oportunidade de estudar e decifrar o texto em hebraico dos antigos amuletos. Quando eles finalmente conseguiram ler a escrita arcaica, os pesquisadores descobriram que as inscrições, datadas dos séculos VI a VIII A.C., continham bênçãos similares à de Números 6:24-26.
              A escrita em miniatura nos pergaminhos de prata claramente não era para ser lida – as letras eram muito pequenas e o escrito ficavam escondidos dentro dos rolos. Se este era o caso, a que propósito eles serviam? Em “Palavras não vistas: O Poder da Escrita Escondida”, na edição de janeiro / fevereiro de 2018 da Revista de Arqueologia Bíblica, o estudioso da Bíblia hebraica Jeremy D. Smoak discute o que esses amuletos antigos de Ketef Hinnom podem nos falar sobre a religião na Judá antiga.
Amuletos encontrados em Ketef Hinnom desenrolados. 

              Na descoberta, o amuleto 1 tinha 2,5cm de altura e 1cm de diâmetro; desenrolado, o pergaminho media 9,5cm de altura e 2,5cm de largura. O amuleto 2 tinha 1,3cm de altura e 0,5cm de diâmetro; desenrolado, o rolo tinha uma altura de 3,8cm e 1cm de largura. O segundo pergaminho continha cerca de 100 palavras distribuídas em 12 linhas de texto – assim, a pessoa que inscrevera o texto era capaz de fazer caber tudo isso em uma folha de prata do comprimento de um palito de fósforo.
              Além de conter bênçãos similares à de Números 6:24-26, as inscrições são iluminadoras pelo que revelam sobre a divindade de YHVH, bem como a mágica supersticiosa do amuleto na Idade do Ferro em Judá. Como Smoak escreve: “O Amuleto 1 se refere a YHVH como aquele que demonstra benevolência com aqueles que o ama e guardam Seus mandamentos. Essa expressão mostra um estreito paralelo com várias passagens bíblicas (Deuteronômio 7:9, Neemias 1:5, Daniel 9:4). O Amuleto 2 se refere a YHVH como a divindade que tem o poder de expelir o mal.
Amuleto 1.

              Como os amuletos de Ketef Hinnom continham pequenas inscrições que não eram destinadas à leitura, Smoak analisa mais profundamente o significado de escritas miniaturas: “Miniaturas – especialmente aquelas usadas no corpo humano – criam um senso de intimidade, de privacidade e de tempo pessoal entre o corpo e o objeto. Tais objetos se tornam parte da rotina diária e do estilo de vida do indivíduo. Por serem leves, eles podem ficar pendurados ao pescoço, como se fizessem parte do corpo. No caso de textos em miniaturas em joias, significa que mesmo que o escrito possa estar invisível ou fora do alcance da visão, as palavras estão sempre ao alcance da mente de quem usa o amuleto, uma vez que o escrito interage com o corpo em um nível físico. Enquanto a joia fica pendurada, balança e volta para o corpo, as palavras escritas em sua superfície são reproduzidas na mente.
              Os curadores do Museu de Israel chamaram “As Revelações de Gabriel”o documento mais importante encontrado nesta área desde o descobrimento dos Rolos do Mar Morto. 


               Fonte: Biblicalarqueology.org

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Discurso de Benjamin Netanyahu - 06/12/2017


Discurso do Primeiro Ministro Israelense – Benjamin Netanyahu, em decorrência do pronunciamento do presidente americano, Donald Trump, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel.

6 de dezembro de 2017




Este é um dia histórico.

Jerusalém tem sido a capital de Israel há quase 70 anos. Jerusalém tem sido o foco de nossas esperanças, nossos sonhos, nossas orações por três milênios. Jerusalém tem sido a capital do povo judeu há 3.000 anos.

Foi aqui que nossos templos se ergueram, nossos reis governaram, nossos profetas pregaram.
De todos os cantos da terra, nosso povo desejava retornar a Jerusalém, tocar suas pedras douradas, caminhar por suas ruas sagradas. Por isso é raro poder falar de novos e genuínos marcos na gloriosa história desta cidade.

No entanto, o pronunciamento de hoje pelo presidente Trump é um novo marco.

Estamos profundamente gratos ao Presidente por sua decisão corajosa e justa de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e preparar-se para a abertura da embaixada dos EUA aqui. Esta decisão reflete o compromisso do presidente com uma antiga e persistente verdade, cumprindo sua promessa de promover a paz.

A decisão do presidente é um passo importante para a paz, pois não há paz que não inclua Jerusalém como a capital do Estado de Israel.

Compartilho o compromisso do presidente Trump com o avanço da paz entre Israel e todos os nossos vizinhos, incluindo os palestinos. Continuaremos trabalhando com o presidente e sua equipe para tornar realidade esse sonho de paz. Conclamo todos os países que buscam a paz a se unir aos Estados Unidos reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel, mudando para lá suas embaixadas.

Eu também quero deixar claro: não haverá qualquer mudança no status quo dos lugares sagrados. O povo judeu e o estado judaico serão eternamente gratos. Este sempre foi nosso objetivo desde o primeiro dia de Israel.

Israel sempre assegurará a liberdade de culto para judeus, cristãos e muçulmanos. Presidente Trump, obrigado pela decisão histórica de hoje de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel!



Vídeo discurso em inglês




Vídeo discurso em hebraico